terça-feira, 31 de outubro de 2017

Notícia - Cientistas devolvem movimentos a ratos paraplégicos


Cientistas da Universidade Zurique, na Suíça, conseguiram que ratazanas paraplégicas voltassem a andar, e até mesmo a correr, graças a uma complexa combinação de medicamentos, estimulação eléctrica e exercício físico.


O estudo desenvolvido sugere que a regeneração de fibras nervosas não é fundamental, como anteriormente se pensava, para que os indivíduos afectados por paralesia recuperem os movimentos, abrindo uma nova linha de investigação no tratamento de lesões da espinal medula.

De acordo com Gregoire Courtine, professor responsável pela equipa de científicos, “a medula contém circuitos nervosos que, por si mesmos, sem intervenção do cérebro, podem gerar a actividade rítmica que faz mover os músculos das pernas, impulsionando o movimento de andar”.

Os cientistas da Universidade suíça trataram ratazanas que não conseguiam mexer as patas traseiras, colocando-as sobre uma passadeira que se movia a baixa velocidade, ao mesmo tempo que lhe administravam fármacos e choques eléctricos no local da lesão.

Esta combinação de técnicas provocou a regeneração do movimento rítmico dos músculos. No final do procedimento os animais caminhavam com normalidade, chegando a correr quando a passadeira rolante aumentava a velocidade.

A equipa dirigida por Courtine sublinha que o procedimento não permite que o indivíduo se desloque quando o seu cérebro ordena, mas sim através de uma acção externa que recupera os movimentos, que poderá também vir a ser aplicada em seres humanos.

L.M.N.

Ciências Naturais - Powerpoint sobre a Respiração e Transpiração nas Plantas


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Ciências Naturais - Powerpoint sobre a Fotossíntese


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Ciências Naturais - Powerpoint sobre a Reprodução nas Plantas - A Polinização


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Ciências Naturais - A Importância das plantas para o mundo vivo


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Ciências Naturais - A Reprodução nas plantas - A Polinização


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Ciências Naturais - Powerpoint sobre Fotossíntese Respiração e Transpiração


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Ciências Naturais - Powerpoint sobre a Alimentação das Árvores


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Ciências Naturais - Powerpoint sobre o Ciclo de Vida das Árvores


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Ciências Naturais - Powerpoint sobre a Fotossíntese


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Vídeo sobre a Polonização

Vídeo sobre a Polonização - A importância das Abelhas

Vídeo sobre Plantas: Porque precisamos delas?

Vídeo sobre a Germinação da Semente - I

Vídeo sobre a Germinação da Semente - II

Ciências Naturais - Vídeo "Fábrica de vidas!" (A importância das plantas)

Ciências Naturais - Vídeo - Fábrica de vidas! (A importância das plantas)

Ciências Naturais - Vídeo - As Plantas

Ciências Naturais - Constituição da Flor



pedúnculo – liga a flor ao caule.
receptáculo – parte dilatada do pedúnculo, onde estão inseridos as peças florais.
cálice – constituído por folhas modificadas chamadas sépalas.
corola – constituída por folhas modificadas chamadas pétalas.
perianto – nome que se dá ao conjunto de cálice e corola.
androceu – constituído por folhas modificadas chamadas estames.
gineceu – constituído por folhas modificadas chamadas carpelos.

segunda-feira, 30 de outubro de 2017

Ciências Naturais - Constituição da Flor




  1. grão de pólen
  2. estigma
  3. antera
  4. filete
  5. estigma
  6. ovário
  7. óvulo
  8. tubo polínico
  9. fruto
  10. semente
  11. radícula
  12. caulículo
  13. gémula
  14. pétala
  15. folha
  16. caule
  17. raiz

A - Frutificação
B - Disseminação da sementes
C - Germinação da semente
D - Polinização
E - Germinação do grão de pólen
F - Fecundação

Ciências Naturais - Constituição da Flor




domingo, 29 de outubro de 2017

Notícia - Relatório apresenta 163 novas espécies


O mais recente relatório da WWF (World Wide Fund for Nature), uma organização não-governamental ambientalista, revela 163 novas espécies identificados durante 2008, na região asiática do Grand Mekong. Entre as criaturas mais bizarras pode encontrar-se uma rã com dentes que se alimenta de aves e uma osga de olhos laranja e pintas de leopardo.

O relatório, denominado ‘Close Encounters’, refere que no ano passado os cientistas identificaram 100 novas plantas, 28 peixes, 18 répteis, 14 anfíbios, dois mamíferos e uma ave nas selvas e rios no sudoeste asiático, nos seis banhados pelo Rio Mekong: China, Cambodja, Laos, Birmânia, Tailândia e Vietname.

Coube a Stuart Chapman, director da WWF, apresentar o relatório que acrescenta as novas descobertas às cerca de 1000 espécies já identificadas na região entre 1997 e 2007.

“Depois de vários milénios escondidas, estas espécies estão agora finalmente sob os holofotes e, certamente, existem ainda muitas mais à espera de serem descobertas”.

Uma das novas criaturas é a Limnonectes megastomias, uma rã com dentes que vive em pequenos riachos tailandeses. Após alguns estudos, a equipa de cientistas que analisou o local, anunciou a descoberta de penas nas fezes do animal, o que significa que a sua alimentação inclui aves, além de outros anfíbios e insectos.

A osga Cat Ba (Goniurosaurus catbaensis), habitante das Ilhas Cat Ba, no Vietname, tem grandes olhos de cor lararanja e um corpo coberto de pintas, à semelhança dos leopardos.

Quando um dos cientistas se preparava para capturar a osga descobriu, acidentalmente, uma nova espécie de víbora.

“Estávamos concentrados a tentar apanhar a nova espécie de osga. Foi nesse momento que o meu filho me alertou que a meros centímetros de distância da minha cabeça estava uma víbora! Decidimos capturá-la e só depois percebemos que era uma espécie desconhecida.”, contou Lee Grismer, da Universidade La Sierra da Califórnia.

A víbora Cryptelytrops honsonensis, mede um metro e apresenta 92 listas amarelas que ziguezagueiam pelo seu corpo.

O relatório da organização alerta ainda para os perigos que as alterações climatéricas poderão ter na sobrevivência destas espécies.

Luís Murteira Nunes

sexta-feira, 27 de outubro de 2017

Vídeo - Plantando na Cidade

Vídeo - Oficina de expressão criativa em Paredes de Coura

Mapa Conceptual - Diversidade de Locomoção nos Animais


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Documento - Tipos de Poluição


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Powerpoint - A importância do ar para os seres vivos


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Vídeo - Poluição do ar

Vídeo - O seu carro e o CO2

Biologia e Geologia - Exercícios sobre Rochas, arquivos da Terra





Imagens de exercícios, da aplicação para QI "ROCHAS, ARQUIVOS DA TERRA" 
Integrada no tema introdutório à componente de Geologia, do programa de Biologia e Geologia (ano I), a abordagem às rochas enquanto arquivos que relatam a História da Terra, afigura-se importante para a compreensão do objecto da Geologia, da complexidade do trabalho dos geólogos e da necessidade de diferentes métodos e instrumentos de trabalho para o estudo da Terra. Eis alguns comentários de imagens integradas numa aplicação para quadros interactivos sobre rochas.
Exercício 1

O exercício seguinte permite explorar os conceitos de rochas consolidadas e não consolidadas, bem como os ambientes de sedimentação e de diagénese. As imagens seguintes mostram o exercício e a sua resolução, após indicação das localizações mais correctas...

Exercício 2

O exercício seguinte permite explorar a classificação das rochas sedimentares. As imagens seguintes mostram o exercício e a sua resolução, após deslocação dos termos para as posições correctas...
 


Exercício 3

Este exercício permite a exploração do magmatismo. As imagens seguintes mostram o exercício e a sua resolução.
Exercício 4

Neste caso são explorados os conceitos de rocha vulcânica ou extrusiva e de rocha plutónica ou intrusiva. As imagens seguintes mostram o exercício e a sua resolução, após deslocação dos termos para as posições correctas...
 
Exercício 5

Este exercício permite classificar o granito e o basalto e associar as rochas ao seu ambiente de formação. As imagens seguintes mostram o exercício e a sua resolução, após deslocação dos termos para as posições correctas...
Exercício 6

Este exercício permite explorar a classificação das rochas magmáticas. As imagens seguintes mostram o exercício e a sua resolução, após deslocação dos termos para as posições correctas...
Exercício 7

Este exercício permite explorar um ambiente de formação de rochas metamórficas. As imagens seguintes mostram o exercício e a sua resolução, após deslocação dos termos para as posições correctas...
Exercício 8

Este exercício permite explorar a classificação das rochas metamórficas. As imagens seguintes mostram o exercício e a sua resolução, após deslocação dos termos para as posições correctas...
Exercício 9

Este exercício permite explorar o ciclo das rochas. As imagens seguintes mostram o exercício e a sua resolução, após deslocação dos termos para as posições correctas...

Escrito por José Salsa

Biologia e Geologia - Rochas, arquivos da Terra


Integrada no tema introdutório à componente de Geologia, do programa de Biologia e Geologia (ano I), a abordagem às rochas enquanto arquivos que relatam a História da Terra, afigura-se importante para a compreensão do objecto da Geologia, da complexidade do trabalho dos geólogos e da necessidade de diferentes métodos e instrumentos de trabalho para o estudo da Terra. Eis alguns comentários de imagens integradas numa aplicação para quadros interactivos sobre rochas.
Exercício 1

O exercício seguinte permite explorar os conceitos de rochas consolidadas e não consolidadas, bem como os ambientes de sedimentação e de diagénese. As imagens seguintes mostram o exercício e a sua resolução, após indicação das localizações mais correctas...

Exercício 2

O exercício seguinte permite explorar a classificação das rochas sedimentares. As imagens seguintes mostram o exercício e a sua resolução, após deslocação dos termos para as posições correctas...
 


Exercício 3

Este exercício permite a exploração do magmatismo. As imagens seguintes mostram o exercício e a sua resolução.
Exercício 4

Neste caso são explorados os conceitos de rocha vulcânica ou extrusiva e de rocha plutónica ou intrusiva. As imagens seguintes mostram o exercício e a sua resolução, após deslocação dos termos para as posições correctas...
 
Exercício 5

Este exercício permite classificar o granito e o basalto e associar as rochas ao seu ambiente de formação. As imagens seguintes mostram o exercício e a sua resolução, após deslocação dos termos para as posições correctas...
Exercício 6

Este exercício permite explorar a classificação das rochas magmáticas. As imagens seguintes mostram o exercício e a sua resolução, após deslocação dos termos para as posições correctas...
Exercício 7

Este exercício permite explorar um ambiente de formação de rochas metamórficas. As imagens seguintes mostram o exercício e a sua resolução, após deslocação dos termos para as posições correctas...
Exercício 8

Este exercício permite explorar a classificação das rochas metamórficas. As imagens seguintes mostram o exercício e a sua resolução, após deslocação dos termos para as posições correctas...
Exercício 9

Este exercício permite explorar o ciclo das rochas. As imagens seguintes mostram o exercício e a sua resolução, após deslocação dos termos para as posições correctas...

Escrito por José Salsa

Biologia e geologia - Protocolo sobre Sedimentação


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Biologia e Geologia - Powerpoint - Minerais e Matéria Cristalina


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Biologia e Geologia - Powerpoint sobre Mineralogia e Cristalografia


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Biologia e Geologia - Powerpoint sobre Sedimentação e Estratificação


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Biologia e Geologia - Minerais e Rochas

Notícia - Cientistas portugueses invalidam um dos dogmas da biologia


Há 270 milhões de anos, uns bocadinhos do património genético de diminutos fungos, que até lá não tinham nada de particular, começaram a sofrer uma mudança de identidade. Normalmente, os fungos, do género Candida – não deveriam ter sobrevivido a tal alteração genética – mas sobreviveram, ao ponto que são hoje os principais responsáveis pelas infecções fúngicas nos seres humanos. Como é que foi possível? A sequenciação dos genomas de uma série de espécies deste fungo permitiu agora explicar este aparente paradoxo.

O genoma dos seres vivos é uma grande molécula, feita do encadeamento de quatro moléculas de base, a que chamamos “letras” para respeitar a metáfora segundo a qual o genoma contém as “instruções” para a construção de cada tipo de organismo. Grosso modo, cada “palavra” de três letras consecutivas, ou “codão”, codifica um dos 20 aminoácidos, os tijolos de construção que as células vivas utilizam para fabricar as suas proteínas, componentes essenciais dos tecidos biológicos. Aminoácidos esses que o organismo vai buscar às proteínas animais contidas nos alimentos.

Desde a descoberta dos codões, há uns 50 anos atrás, pensava-se que essa correspondência codão-aminoácido – o chamado “código genético” – era comum a todos os organismos vivos, universal. O argumento era que, uma vez o código genético fixado, de uma vez por todas, nos primórdios da evolução das espécies, já não podia ser alterado sem consequências funestas para o organismo afectado.

No fim da década de 80, porém, Manuel Santos e a sua equipa da Universidade de Aveiro foram dos primeiros grupos do mundo a propor que isso não era bem assim: descobriram que as Candida conseguiram sobreviver apesar de ter sofrido uma alteração do seu código genético que deveria ter sido perfeitamente tóxica. Num trabalho hoje publicado em consórcio internacional na revista “Nature”, explicam pela primeira vez, graças à análise comparativa dos genomas de várias espécies diferentes de Candida, como é que essa “mudança de identidade” teve concretamente lugar.

“O nosso resultado tem implicações tremendas do ponto de vista biológico”, disse-nos em conversa telefónica Manuel Santos. “Significa que o código genético não é universal. Já tínhamos descoberto essas alterações há uns anos, mas com este estudo conseguimos perceber como é que essa evolução aconteceu.”

Basicamente, nas Candida, o codão que inicialmente mandava colocar no sítio correspondente da proteína em construção um aminoácido chamado leucina, passou a comandar a colocação de um outro aminoácido, a serina. E esta alteração do código genético “deveria ter sido letal”, repete Manuel Santos.

Mas esse codão não mudou repentinamente de identidade; pelo contrário, fê-lo muito gradualmente, ao longo de milhões de anos. “Há 270 milhões de anos, esse codão começou a mudar e adquiriu duas identidades diferentes”, diz ainda Manuel Santos. A maior parte das vezes, continuava a comandar a colocação de leucina, mas de vez em quando colocava serina. A seguir – e é este o segredo do sucesso da operação –, “durante 100 milhões de anos, esse codão desapareceu praticamente do genoma dos fungos. E quando reemergiu, com a sua segunda identidade, foi em posições onde já não era tóxico para os genes”. Um belo truque evolutivo.

Para que é que serve este tipo de alteração ao código genético? “Não sabemos”, responde-nos Manuel Santos. Mas acrescenta logo: “Estes fungos têm uma enorme necessidade de contornar o sistema imunitário humano. Uma possibilidade é que esta alteração do código genético seja um mecanismo compensatório destinado a aumentar a diversidade genética das Candida, que só muito raramente se reproduzem de forma sexuada”. Os organismos que apenas se reproduzem de forma assexuada formam colónias de clones, geneticamente idênticos – e portanto, têm dificuldade em resistir aos ataques do sistema imunitário dos seus hospedeiros.

Um outro dos aspectos agora esclarecidos por este trabalho prende-se precisamente com a reprodução destes fungos. “Há décadas que a reprodução sexuada dos fungos era objecto de intenso debate”, frisa Manuel Santos. “Pensava-se que não havia reprodução sexuada nestes organismos. Mas ela é importante para gerar diversidade genética. Agora, a sequenciação dos genomas de Candida clarificou definitivamente esta questão: algumas espécies possuem genes de reprodução sexuada e outras não. Contudo, naquelas que apresentam uma reprodução sexuada, ela só acontece muito raramente, sendo normalmente assexuada” – isto é, por fissão celular.

Normalmente, as candidíases manifestam-se como lesões cutâneas e podem ser facilmente tratadas com medicamentos antifúngicos. Mas, em caso de deficiência imunitária, podem ser letais, espalhando-se para o fígado, os pulmões, o cérebro. Põem em risco bebés prematuros, doentes transplantados, pessoas com HIV. E algumas espécies estão a tornar-se resistentes.

O que faz com que uma espécie de Candida seja patogénica e outra inócua? Este é um dos aspectos ainda pouco claros. Mas os resultados hoje publicados permitem começar a desvendar o mistério. “A sequenciação dos genomas e a sua comparação mostrou que as espécies patogénicas possuem um conjunto de genes envolvidos na patogénese” diz Manuel Santos, que liderou a participação portuguesa no trabalho.

Mais precisamente, o seu genoma contém um maior número de cópias de uma série de genes que codificam o fabrico de proteínas, chamadas adesinas, que comandam a síntese de proteínas da parede celular destes fungos. “São elas que interagem com as células humanas”, frisa Manuel Santos, “e isso é importante para a adaptação do fungo ao sistema imunitário do hospedeiro”, adaptação que condiciona a manutenção da infecção. “Este resultado é muito importante porque pode permitir desenvolver novos antifúngicos”, conclui.

quarta-feira, 25 de outubro de 2017

Notícia - Veneno e dentes do dragão de komodo responsáveis pela morte das presas


Até agora fugia-se dos dentes do dragão de komodo por causa das bactérias mortais que vivem na sua saliva, mas um novo estudo, publicado online na revista “Proceedings of the National Academy of Sciences”, mostra que afinal é do veneno que se tem que ter medo.

“A teoria defendida de que o dragão de Komodo mata regularmente utilizando as bactérias que carrega na boca é errada”, disse em comunicado o co-autor do estudo Stephen Wroe, da Universidade de Nova Gales do Sul, na Austrália. “O dragão é verdadeiramente venenoso. Tem glândulas salivares modificadas que injectam agentes hipersensitivos e anticoagulantes que, combinados com as adaptações dos dentes e de um crânio de peso leve, permitem matar animais grandes através de uma perda de sangue rápida.”

O dragão de komodo, Varanus komodoensis, é o maior lagarto terrestre que existe, podendo alcançar os três metros de comprimento e vive em algumas ilhas do arquipélago da Indonésia. “Estes grandes répteis carnívoros são conhecidos por morderem a presa, libertarem-na, deixando-a sangrar até à morte devido às feridas infligidas. Nós mostrámos agora que é o arsenal combinado dos dentes do Dragão de Komodo e o veneno que contam para a caça”, disse em comunicado o primeiro autor do artigo, Bryan Fry, investigador da Universidade de Melbourne na Austrália.

Os investigadores analisaram a forma do crânio do lagarto e a força capaz de exercer durante a mordida – comparando com a dentada do crocodilo –, através de imagens de ressonância magnética. Apesar da força com que o dragão morde ser menor do que a do crocodilo, as glândulas de veneno e os dentes serrilhados permitem lacerações profundas por onde entra o veneno.

Para analisar a composição do veneno, os investigadores retiraram as glândulas a um dragão de komodo do jardim zoológico de Singapura, que estava mortalmente doente. As análises mostraram uma bateria de moléculas que diminuem a pressão sanguínea, o que faz com que a vítima entre em choque quando é mordida. O veneno também está carregado de toxinas anticoagulantes que não deixam a ferida das vítimas sarar. “A combinação da dentada especializada e do veneno parece minimizar o contacto entre o Dragão e a sua preza, o que permite caçar animais maiores”, explicou Bryan Fry.

O dragão de komodo não conta com mais de cinco mil indivíduos distribuídos por cinco ilhas do arquipélago da Indonésia e é considerada uma espécie vulnerável. Este estudo mostrou ainda que o Varanus priscus, um parente próximo do dragão de komodo com sete metros de comprimento que desapareceu há 40 mil anos, também utilizava veneno para atacar as prezas e foi o maior animal venenoso que alguma vez existiu.

segunda-feira, 23 de outubro de 2017

Notícia - Porco-espinho bébé




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